Alexandria (Agora)

Recentemente em uma aula, quando falávamos da dificuldade de assumir quem realmente somos, já que a “normose” vigente obriga as pessoas a alienarem-se de si mesmas, um aluno sugeriu que esse filme ilustrava bem o assunto. E ele tem razão! O filme Alexandria (Agora) retrata a história de uma filosofa e astrônoma, vivida pela excelente Rachel Weisz ( que estrelou “O jardineiro fiel”) que ensinava na famosa biblioteca de Alexandria, considerada uma das maravilhas da humanidade, na época sob domínio romano. O filme mostra a chegada do cristianismo e a intolerância religiosa que levou a destruição da biblioteca e outros conflitos. Nossa heroína luta por manter-se fiel a si mesma em meio a politica e os interesses religiosos, mostrando como é fácil manipular as massas. Destaque especial para a fisionomia de um fanático na cena em que atira uma pedra no rosto do prefeito por ele se recusar a ajoelhar-se diante da autoridade religiosa. Vale a pena conferir um pouco da verdadeira história e avaliar como tem certas coisas que não mudam em sua essência.

Passados 1800 anos, a humanidade continua como as crianças pequenas fazem; discutindo que seu “pai” é melhor que o “pai” do outro…

 

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4 Comentários

  1. Maynara Klug.   •  

    Assisti esse filme também por indicação e concordo plenamente que ele retrata exatamente isso, a impossibilidade de questionamento pelos dogmas da igreja, da política e do poder dominante que é exatamente o que vivemos. Achei admirável ela se manter fiel até o fim aos seus princípios e a sua filosofia. Excelente filme.

  2. Rah Amado   •  

    Gracias, Eduardo, por nos repassar mais essa informação e junto dela, as suas considerações valiosas! Vou procurar o filme e assistir!

    Grande abraço da Rah.

  3. tiago motta   •  

    e esse ciclo de intolerância só terá fim com o fim das religiões ou no seu comprimento do verdadeiro significado que é religar sem dogmas ou trilhos.fica a palavra de buda sempre atualíssima
    “O eu é o mestre do eu. Que outro mestre poderia existir?
    Tudo existe, é um dos extremos.
    nada existe,é o outro extremo.
    Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos,
    e seguir o caminho do meio.”

  4. tiago motta   •  

    obrigado eduardo por dividir seu conhecimento e ajudar nos deixar mais conscientes mais acordados

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