Alegria e Tristeza por comparação

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Penso ser importante refletirmos sobre a questão da alegria e da tristeza dentro da maneira que fomos educados. Se observarmos bem, veremos que, normalmente, fazemos tanto um como o outro por comparação, já que nossa cultura nos oferece os modelos que devemos atingir para que tenhamos o direito de nos sentirmos bem sucedidos.

Quando estamos tristes, muitas vezes experimentamos esse sentimento em relação a outras pessoas; não temos tanto sucesso, tanta beleza, tantos recursos, saberes ou mesmo tanta sorte etc. Dessa forma utilizamo-nos de parâmetros fora do nosso  próprio Ser para chegar a essa conclusão.

De outra parte, quantas vezes nos sentimos felizes pelo oposto: sinto-me bem por ser mais bem sucedido, mais belo(a),mais inteligente, ter um patrimônio maior ou ter mais sucesso em minha atividade, sempre relacionando com pessoas que conheço ou que admiro que consegui superar.

Tanto em um estado como em outro, a comparação está sempre presente e isso sempre é um motivo de insatisfação e sofrimento potencial, já que sempre posso ser ultrapassado e perder minha eventual superioridade.

Observe que, dessa forma de pensar, que atinge a maioria, deixo fora do meu alcance pessoal um estado de satisfação pessoal que pode ser mantido pelo meu próprio esforço e entendimento.

Será que não é por esse caminho que se distanciaram o “ter” e o “ser”?

Pelo critério da comparação, somente através do “ter” é que conseguirei atingir e manter um estado de satisfação comigo, já que meus parâmetros positivos e negativos estão por comparação, afinal essa alegria e tristeza podem ser de algumas formas adquiridas ou eliminadas agregando poderes(bens e valores) a minha identidade.

Já a alegria e contentamento pelo “ser” advém de um conhecimento interior, daquilo que temos de único, nossa digital existencial, o que por definição não pode ser comparado, afinal não existem duas pessoas iguais no mundo, concorda? Se sua resposta for “sim” pode parar de sofrer, afinal como comparar o que não é igual?

As conquistas materiais e de evolução espiritual convivem muito bem umas com as outras porque simplesmente não são comparáveis. Apenas faça seu próprio caminho e não utilize nada para se espelhar a não ser o que você realmente é, e onde pode chegar, o resto fica por conta de diretrizes sociais e culturais que têm outros interesses que não se preocupam muito com você.

 

7 Comentários

  1. Débora L. Vegini   •  

    Excelente artigo!
    Percebo em algumas situações que o “Ter” exerce um poder de influência muito grande sobre o “Ser” que acaba perdendo a essência. É tempo de refletirmos e voltarmos ao centro cada vez que percebemos esta influência, afinal nada possuímos e quando fazemos comparações entramos em uma esfera superficial.

  2. Marinei Garcia   •  

    Desejo que tais conceitos possam não apenas nos levar ao campo da reflexão, mas que possa haver ação, mudanças comportamentais. Lembrando que: “QUANDO EU MUDO TUDO MUDA AO MEU REDOR”.
    Parabéns pelo seu blog!

  3. GIL SALOMON   •  

    Grande Eduardo,
    que teu espaço ajude mais pessoas a descobrirem que a luz no fim do túnel está em nós mesmos… Há milênios já um grego disse: “conhece-te a ti mesmo”, depois veio um alemão dizendo: “torna-te quem tú és” e, agora, mais um alemão diz: “viva e sinta o poder do agora”…

  4. Andreza Cristina   •  

    Grande Mestre!!!
    Bom poder continuar tendo acesso as suas palavras.
    Ainda tenho o VEM POR AQUI na cabeceira.
    E muitos chamam a ir. A comparar.
    Principalmente nossa mente (nosso lixo mental),
    Mas temos que nos manter acordados.
    Um Grande Abraço

    • Eduardo O. Carvalho   •     Author

      Andreza,
      continue seguindo por onde te guiam os teus próprios passos…..
      bom tê-la por aqui!
      abração

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